terça-feira, 27 de novembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil
No início de 2012, a equipe da Portas Abertas realizou uma entrevista com o Rivaldo. Leia a entrevista abaixo e lembre-se de orar por nossos irmãos nesse país!
O cristão Rivaldo Vítor Borba Ferreira, mais conhecido como Rivaldo (paulista, 19 de abril de 1972), é um futebolista brasileiro que atua como meio-campo. Ex-jogador do Milan, Barcelona e muitos outros clubes, disputa a temporada de 2012 pelo Kabuscorp da Angola. Além de jogador, ele também é o Presidente do Mogi Mirim, desde 2008 clube do interior de São Paulo. Foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1999. Em 2002, fez parte do grupo que foi campeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo. É considerado um dos melhores meia-atacantes recentes do futebol brasileiro e mundial
Rivaldo, você tem conhecimento sobre a perseguição e intolerância religiosas?Com certeza.
Você já ouviu falar da Portas Abertas durante suas passagens por diversos países, principalmente no período que morou no UZBEQUISTÃO jogando pela Bunyodkor? O que conheceu da Portas Abertas nestes locais? Tive conhecimento pela internet. Foi pelo site da Portas Abertas que fiquei sabendo que o Uzbequistão era o 9º país mais perseguido do mundo.
O que conheceu da igreja no UZBEQUISTÃO, pois o país ocupa o 9º lugar na Classificação de Países por Perseguição? Teve contato com os cristãos locais?Quando cheguei lá, comecamos a fazer culto em casa, mas, senti em meu coração que deveria participar de uma igreja local, que eu deveria ser testemunha de Jesus aos uzbeques, e foi o que fiz, eu e todos os brasileiros começamos a participar de uma igreja local. Foi um tempo maravilhoso!
Você já foi proibido de expressar sua fé publicamente?
Fui, e no Uzbequistão, mesmo. Teve um episódio, em que ganhamos a copa do Uzbequistão e usei uma camisa com os dizeres “Jesus number 1” (Jesus, número
1) quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo, mas continuei fazendo. Não por palavras mas por atitudes.
O que sentiu por ser cristão em um país de maioria muçulmana? Teria algum testemunho relacionado à restrição religiosa para compartilhar?Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro. Sei que Jesus nos levou até lá para sermos luz, testemunhas vivas. O mais emocionante foi ter convivido com cristãos locais. Ver a alegria deles por estarmos lá... A esperança de que Jesus não tinha se esquecido deles.
O que você acredita ser a maior necessidade para a minoria cristã no Uzbequistão?Liberdade de expressar sua fé. Liberdade de ouvir um louvor. Liberdade de ler a palavra de Deus.
Você já tentou aproximação para falar do amor de Deus para jogadores de outras religiões? Qual foram as reações?
Respeito muito as pessoas, não sou aquela pessoa de impor a minha opinião. Falo de Jesus através das minhas atitudes, e da minha maneira de ser. E sei que muitos deles foram impactados.
Em quais situações você acha que se deve abrir mão de professar publicamente sua fé?
Tenho certeza de que em nenhum momento. Nunca negarei a Jesus. É por Ele e para Ele que vivo.
*Esta entrevista foi publicada na Revista Portas Abertas - volume 30, nº9
FontePortas Abertas
Casamento “Amarrotado”, mas de “Papel Passado”
O personagem de Alexandre Borges na novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo é, sem dúvida, um dos papéis mais hilários do ator. “Cadinho”, um rico empresário, bon vivant, é casado com 3 mulheres ao mesmo tempo e possuí 3 filhos, um com cada uma delas.
Até aí, levando-se em consideração as idiossincrasias dos “tempos modernos”, dá para entender, pois, decerto, o cara é mesmo bom de enganação. O inusitado, todavia, é que em certo momento da trama, “Cadinho” passa a viver simultaneamente com as três mulheres, e isso de forma consensual, ou seja, ele torna-se uma espécie de marido on demand, tendo que cumprir uma agenda semanal na qual busca atender as necessidades de cada uma delas.
Não obstante tudo isso, mesmo não podendo ser “casado” com todas as “esposas”, tendo sobre si as implicações legais, os relacionamentos de “Cadinho” são legítimos, uma vez que ele mantém um convívio estável com cada uma delas. É que no Brasil não existe crime de “poligamia”, mas de “bigamia”, previsto no artigo 235 do código penal, o qual trata do fato de você tentar fazer o registro em cartório de um casamento já tendo outro registrado anteriormente.
Assim, do ponto de vista civil, pode-se ter quantas mulheres quiser, sem que isto incorra em crime, mas apenas um casamento registrado em cartório, não esquecendo que uniões estáveis possuem os mesmos direitos daquelas de “papel passado”. Quem consentir em viver nestas condições, que o faça, de livre e espontânea vontade.
Na verdade, “Cadinho” tem, ao mesmo tempo, três mulheres e nenhuma. Sim, por que ter um casamento não significa ter filhos em comum, ou uma casa, bens, dormir no mesmo quarto, na mesma cama, ir junto a lugares, festas, fazer supermercado, pagar contas, e até ter relações sexuais! Nada disto define um casamento! Casamento não é uma existência a dois, mas, dois que, na existência, se fazem um em essência.
É triste, mas há muitas pessoas “casadas” que jamais se casaram. Elas se “deram” no papel, mas não se entregaram no coração, juntaram coisas, mas não partilharam sonhos, conviveram, mas não compreenderam o significado de conjugalidade, habitaram o mesmo ambiente, mas nunca os "cômodos" da alma um do outro, fizeram sexo e não amor, geraram filhos, mas não puderam criá-los tendo o casamento como referência de relacionamento.
Neste sentido, a bíblia nos dá uma dica sobre o que é casamento: “... Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne”. MT. 19:5.
Há três implicações profundas para que algo desta natureza possa se estabelecer sobre o passadiço da vida: (1) “deixar pai e mãe”, que tem a ver com a quebra dos vínculos emocionais, ou seja, é a emancipação do sujeito como indivíduo capaz de dar rumo e significado a própria vida.
(2) “Unir-se a sua mulher”, que diz respeito ao ato público de assumir um estado existencial com as prerrogativas de poder mantê-lo e provê-lo de todas as suas necessidades sociais. Uniões só se estabelecem de forma duradoura quando partilham de valores e princípios, pois, como disse o profeta Amós: “como andarão dois juntos se não houver entre eles acordos?”.
(3) Finalmente, “ser uma só carne”, que trata das implicações espirituais daqueles que se unem fisicamente para o bem, pois sexo não é apenas coito, mas um ato que “mistura” a essência das pessoas. Sim, nele há a liberação do que de mais íntimo há em nós, e não apenas de fluídos, com desdobramentos para além dos sentimentos, pois depositamos um pouco de quem somos no outro e trazemos para nós um pouco daquilo que o outro é. Sexo é simbiose de alma e partilha de espírito, é troca para além da matéria, é coisa transcendental, muito antes de ser carnal.
(2) “Unir-se a sua mulher”, que diz respeito ao ato público de assumir um estado existencial com as prerrogativas de poder mantê-lo e provê-lo de todas as suas necessidades sociais. Uniões só se estabelecem de forma duradoura quando partilham de valores e princípios, pois, como disse o profeta Amós: “como andarão dois juntos se não houver entre eles acordos?”.
(3) Finalmente, “ser uma só carne”, que trata das implicações espirituais daqueles que se unem fisicamente para o bem, pois sexo não é apenas coito, mas um ato que “mistura” a essência das pessoas. Sim, nele há a liberação do que de mais íntimo há em nós, e não apenas de fluídos, com desdobramentos para além dos sentimentos, pois depositamos um pouco de quem somos no outro e trazemos para nós um pouco daquilo que o outro é. Sexo é simbiose de alma e partilha de espírito, é troca para além da matéria, é coisa transcendental, muito antes de ser carnal.
Portanto, preste bem atenção no tipo de relacionamento que você está construindo! Não chame de casamento o que é apenas um contrato por cotas limitadas, com objetivos comuns, divisão de tarefas, participação nos resultados e geração de ativos.
Contudo, se quiser mesmo viver um casamento, dou-te um conselho: pense mais no outro do que em você, entregue-se sem receios ou reservas, ame com toda a intensidade, sabendo que amor é uma opção, não um sentimento, faça filhos por amor e sexo sem pudor. Não esqueça, todavia, o principal: peça para que Deus lhe ajude a construir uma família, não uma empresa.
Carlos Moreira
Carlos Moreira
fonte: http://anovacristandade.blogspot.com.br
A Queda do Palmeiras e a Obra Missionária - David Botelho
Queridos
Fiquei realmente admirado de ver o sofrimento de muitos palmeirenses há alguns dias. Vi os comentaristas analisando a queda do Palmeiras para a segunda divisão e as reportagens mostraram alguns rostos sofridos e chorosos.
Impressionante ver tal sofrimento!
Erros foram cometidos pelo presidente, técnico, jogadores e torcida que foram analisados à exaustão.
1 - O presidente aceitou algumas sugestões de compra de jogadores que não corresponderam, contratou um técnico com valores astronômicos e foi omisso na maioria das vezes, quando se exigia uma presença mais marcante e chegou a ir até a Europa num momento crítico.
2 - O técnico contratou muitos jogadores que não resolveram a situação. Não soube conquistar o time, pois foi auto-suficiente e ou autoritário e quando a situação se descontrolou deixou o barco, e não o Barcos, um grande jogador de nacionalidade argentina. Além de que priorizou a Copa do Brasil em vez de ter investido simultaneamente nos dois campeonatos.
3 - Os jogadores não deram tudo o que podiam, exceto dois deles que todos reconhecem que foram o experiente Marcos Assunção e o Barcos. Eles tremeram em algumas situações e precisaram de ser motivados pelo novo técnico contratado e começaram a reagir tarde.
4 - Parte da torcida agiu tempestivamente, descontroladamente e com certa violência, o que prejudicou todo o trabalho ao causar a perda do mando de campo - o que levou o time a viajar muito, chegar desgastado. A torcida não foi fundamental para ajudar o time a virar o placar como uma força extra-campo.
O paralelo com respeito a missões transculturais é:
1 - A maioria dos pastores não tem levado a sério a obra missionária transcultural e quando aparece algum candidato interessado não investe nele para que tenha um treinamento adequado - e investe valores astronômicos para fazer templos suntuosos para se reunirem somente um dia por semana, instrumentos caríssimos e é omisso com os não alcançados. Outra coisa é que devem fazer é agir simultaneamente pensando no local e até aos confins da terra e não priorizar o local em detrimento dos confins.
2 - Muitos líderes de missões são ufanistas e não tem analisado o contexto e vivem do passado com métodos ultrapassados em sua maioria. Muitos se queixam de uma região chamada 10-40 que precisa de pessoas determinadas e comprometidas. Não priorizam a tradução da bíblia e as tribos indígenas brasileiras.
3 - Muitos missionários correm de um lado para outro, não focam um povo e quando encontram dificuldades correm dos desafios. Uma partida de vida e morte precisa de comprometidos como dois dos jogadores palmeirenses, e escolhemos as vidas de William Carey e Hudson Taylor no passado e nos dias atuais temos os exemplos de Ronaldo Lidório e Analzira Nascimento.
4 - Muitos crentes são críticos de missões e tem feito estrago no movimento, pois investem seus esforços e recursos em ministérios onde beneficiam os bolsos dos donos dos ministérios e se fossem comprometidos com o dono do time e com o time poderiam ver o término da tarefa em nossa geração. Muitos missionários passam dificuldades porque não recebem o apoio dos crentes como um todo, pois a média de investimento transcultural é de apenas R$ 1,30 por ano.
O que fazer para que muitos crentes tenham a mesma paixão e compaixão pelos povos não alcançados como os torcedores palmeirenses estão sentindo pelo seu time?
David Botelho
Missão Horizontes - http://www.mhorizontes.org.br/
fonte: http://www.ubeblogs.net
sábado, 24 de novembro de 2012
Laicismo seja louvado
O grande assunto do momento é a proposta de eliminação da frase "Deus seja louvado" das cédulas de real. Ouvi, há poucos dias, em um programa de rádio, um procurador do Ministério Público Federal (MPF) dizendo que o Estado é laico e deve eliminar as referências à religião. Ele, inclusive, notificou o Banco Central (BC) por considerar que a aludida frase é uma "ofensa à laicidade da República Federativa do Brasil".
Segundo o MPF, o registro na moeda nacional desrespeita o Estado laico e deve ser banido das cédulas. O BC argumenta que até a Constituição Federal foi promulgada "sob a proteção de Deus", e que "A República Federativa do Brasil não é anti-religiosa ou anti-clerical, sendo-lhe vedada apenas a associação a uma específica doutrina religiosa ou a um certo e determinado credo".
Ora, se a aludida frase incomoda tanto o MPF, bem como os ateístas, ativistas LGBTUVWXYZ e adeptos do laicismo, de modo geral, sugiro que eles façam propostas ou exigências mais amplas, além de requererem a exclusão dos "abomináveis" dizeres contidos nas cédulas do real. Se o Estado é laico, como eles advogam, que não haja mais nenhum feriado ou comemoração religiosa no Brasil. Não seria bom para todos eliminar o calendário católico, em nome da laicização? Imagine o que aconteceria com o comércio, se não houvesse mais os dias de N.S. Aparecida, Páscoa, Finados e Natal!
Ah, o Estado é laico? Então, que sejam demolidos o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a estátua do Padre Cícero, no Ceará. Penso que esses grandes símbolos religiosos deveriam ser eliminados, para agradar os laicistas de plantão, não é mesmo? O ideal seria que no lugar dos tais símbolos fossem erigidos monumentos que cultuem a diversidade sexual e a liberdade de expressão. Que tal colocar um enorme arco-íris, símbolo usado pelos cidadãos LGBTUVWXYZ, no alto do Corcovado, bem como uma estátua de Oscar Wilde em Juazeiro do Norte? Certo deputado BBBrasileiro ficaria satisfeitíssimo, caso isso ocorresse.
Ora, se o Estado é laico, é inadmissível que haja cidades cujos nomes façam referência à religião, como Aparecida, em São Paulo, e Natal, no Rio Grande do Norte. Proponho que, numa decisão exemplar, a maior cidade do nosso país, São Paulo, tenha o seu nome mudado para Carl Marx ou Voltaire. Outro Estado que deve mudar de nome urgentemente é o Espírito Santo. Este é uma afronta ao laicismo!
Ironias à parte, será que todo esse empenho em laicizar o Estado tornará o Brasil melhor? Será que a "relevante" conduta do MPF contribuirá para a diminuição dos índices de homicídio nas grandes cidades, melhorará a educação, a saúde pública e o trânsito, bem como tornará o nosso país mais civilizado?
Ciro Sanches Zibordi
FONTE: BLOG DO PASTOR Ciro Sanches Zibordi
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